sexta-feira, 26 de março de 2010

Ele jurava ser palhaço
Ele jurava ser

E quem jurava duvidar
Ele tentava entender

E quem jurava não acreditar
Ele jurava não crer

Ele jurava ser palhaço
E não tinha um porque

E quanto mais duvidar
Ele mais vai jurar

E ele vai jurar
E o palhaço vai duvidar

Ele vai entender
E pouco mudar
E tudo cair

Ele vai ser, duvidar, entender, acreditar, crer, jurar, mudar, cair
E lá no final
Eles vão te fazer sorir


[Onde nada segue tão normal, tudo me distrai e nada, absolutamente nada, me troca essa cor que pinta meu rosto. Os tons claros e os tons escuros, os pontos longos e os curtos. O meu rosto ainda tem cor pra um dia você rir. O desejo do riso é tanto que pode tirar tudo, mas não mude esse infinitivo desejo de rir.]






– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 8 de março de 2010

Conversas de astros

Ao ponto mais alto, o atingível é agora meu desprezo. /Suporte/
A velocidade em que cruzam o céu negro, agora espero. /Importo/


Quando o céu acolheu minhas súplicas já se tornaram tardias as esperanças. Em que tudo se tornou pó, eu quis me tornar céu.
Enquanto tudo me tornava distante, eu quis me prender junto a...
Minha prisão caiu, e o céu também. Junto a mim.


O negro céu, fez por brilhar e fez por entender minha súplica.


O negro céu do pobre brilho me atendeu com seu fraco pisar, me ouviu, me leu, e como poucos encurtou o papo.
Abusado como poucos me questionou, me censurou e num abraço me apertou, me empurrou.




O céu caiu, e com ele, veio a chuva.
O céu calmo, pacífico, tardio e cansado franziu a testa e chorou a chuva.
A chuva rápida, agressiva, feroz e viva caiu do ponto mais alto ao canto mais empobrecido da minha prisão. Limpando o pó do céu negro.




Subiu, então, mais pedidos... Que venham chuvas.






[E por dez, cem, mil, milhões... "turbilhões" de vezes eu quis encontrar meu passo e o compasso dessa música que hoje chamo VIVER. Ninguém encontra, sempre muda.]






– Entre mim e você; Palavras –