sexta-feira, 11 de junho de 2010

 | Uma explicação não é nada mais que te fazer entender...|



A sensibilidade anda trancada
Trancada aqui...
Tão aqui que não me solta
Trancada aqui
entre mim, entre você; entre tantas minhas palavras.




[Não é só a sensibilidade. É o confronto, a cura, o medo, a dor, quem sabe o amor, as crenças, quem sabe a poesia ou o poema (não me permito chamar poeta), uns e outros conselhos, uns poucos desabafos,  outros poucos desesperos... Sofrimento quem sabe. Aquelas histórias nem tão velhas, as lembranças, o cansaço e um EU que nem é apresentado, mas eu o conheço. Anda tudo aqui... tão aqui... VIVO.]



– Entre mim e você; Palavras  

sábado, 5 de junho de 2010

Se eu me movo por trás dos panos eu tenho o meu motivo e não ando me importando com sua obediência às regras.
Se eu tasco um pedaço maior da nuvem rosa eu vou repartir ela com você, não vou tirar você dessa tristeza sem que me traga paz.
Se eu levo uma rosa pra sua sala eu vou te entregar.
Se eu caço palavras é evidente que são suas, é óbvio que vou te entregar.
Se eu chuto as paredes da minha casa, se eu soco as árvores, se eu escondo meu medo, se eu brinco de estar bem... Se eu não sei o que escrever... se eu me confundo e se eu erro, se choro, se caio em fracasso...
Se me escondo por trás dos panos... não quero ver seu rostinho triste...
Se não te vejo: morro.
Se tudo isso é suficiente pra dizer que amo... Eu faço!

Por que ainda tem dúvida que tudo isso pra você??????????????????????????????????????????

Ah, pequena. Ah, medrosa. Ah, minha. Ah, querida... Hámor.
Não tema mais...


[Deixa esse romantismo entrar pela porta da sala, sentar no sofá, abrir e ler a revista da mesinha ao lado, deixa botar os pés na mesinha de vidro, encostar o cotovelo no braço do sofá e ligar a TV... Deixe dormir aqui hoje, não o toque de casa. Sente ao lado, toque nele, acaricie e o ponha pra dormir ao seu lado. Esta noite é fria, e não te incomoda uma companhia silenciosa e um tanto fria como a noite. Relaxe-o em seus braços e o mantenho quente para que se torne inesquecível, amor.]
Hámor.




– Entre mim e você; Palavras  

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Só por curiosidade abri o pacote das lembranças, entre as boas e ruins chorei e ri... silenciei e lembrei mais algumas.
Dessa vez só as boas...

Lembrei de um passado irresponsável, mas divertido, não havia medo e tudo era construído em meio gostosos passos brincados.
Fiz minha trajetória até hoje, lembrei das pessoas, do futebol, das mulheres... Lembrei tanto que esqueci de lembrar que tenho que viver preparado de hoje pra frente.

Memórias mais curtas me deixaram menos sorridente, mas não me tiraram alegria.





É, eu entendi porque eu não queria sair daquele lugar, minha responsabilidade curta era estar um pouco amável e um sempre perto de você, e surtava por não entender o motivo de não te levar pra casa dali mesmo. Depois eu corri muito, briguei, surrei, fui elogiado... Não adiantou. Nada era assim tão real quanto estar ao seu lado.
Eu queria estar lá e nunca mais soltar a sua mão, eu queria voltar ao tempo e ver seus olhos procurando os meus, ouvir de novo que eu deveria sair, mas novamente eu insistiria em ficar, eu tinha mais alguns minutos pra olhar pra você e ouvir sua voz... e insistir antes que a chuva caísse e me fizesse sair de lá.






[Lembranças são momentos bons ou não que guardamos e permanecem intactos para que possamos voltar ao tempo e relembrar o tanto que aquele instante se tornou inesquecível. Se pode esquecer é porque se torna viável que não se relembre, é proteção contra choques. Sendo assim, todas lembranças são boas.]




– Entre mim e você; Palavras –