sábado, 25 de dezembro de 2010

[Por que acredito em mim? Por que a história que bolo para mim é um conteúdo conturbado de irritações, deixas, estouros... Por que acredito que posso resolver tudo? Os problemas são os mesmo de sempre... Não resolvo os meus, os dos outros me complica cada vez mais... A liberdade de infiltrar os outros não funciona mais, perdi meu conhecimento alheio. Por que acredito em mim? - Porque finjo estar tudo em ordem quando meu estômago embrulha por simples falsidade ou descrença de que alguém possa curar esse embrulho. Por que meu olho não quer fechar no meio dessa multidão? Eu não quero viver essa realidade. Eu quero sumir, eu só queria sumir um pouquinho... Viajar em uma estrada em que o brilho das pedras seja causado pelo meu sorriso. Eu tenho medo em imaginar de que não preciso, eu vejo em mim, um pouco de Narciso. Por que acredito em mim? Se as minhas conquistas são incompletas, se meu drama sou só eu quem vejo. Eu vejo que tem gente se preocupando comigo... Eu vejo que tenho medo de desconfiar que elas possam acreditar em mim... Não por eu mentir, por apenas confiarem, eu tenho medo de confiança, e confio tanto que meu desejo é entregue. Eu quero sumir, sumir só por um pouquinho... Sozinho? Aparentemente sim. Encontrar? Necessito de mais alguém. Vem?]






– Entre mim e você; Palavras –

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tem erro, também tem aceito...

Por que há tempo para sonhar?
Se não há tempo para realizar

Se existe noite, por que ela não pode ser usada para realizar?
Já cansei de acreditar que todas noites foram feitas para sonhar....

O sonho me iludi, e me iludo para acreditar
É meu erro, e eu aceito... Eu me iludo, e é assim que posso acertar.

Eu aceito esse acerto
Esperar. Eu esqueço esse conceito
Eu espero pelo erro mudando meus sonhos

Se hoje a noite vou sonhar... Não sei.
Se hoje vou realizar... Possível que não.

Tem erro em tudo que digo, faço e que deixo de fazer.
Também tem aceito no pedido que acertei em sonhar/esperar.

Tem paz, tem cura, tem braços, pernas, olhos...
Tem medos, tem dúvidas, incertezas, complicações...

Tem eu, tem ela... Tem erro, tem acerto...

ACEITO!



[Cheguei ao caos, aos labirintos, aos pensamentos ilegíveis, aos passos demorados. Cheguei aqui como quem sabe onde anda, como olhos que se atraem, como sempre quis... Cheguei por conta própria em caminhos desconhecidos, sem olhar quem ficava e quem voltava. Só fui, e fui... e vou.]



– Entre mim e você; Palavras –

domingo, 12 de dezembro de 2010

Eu só tenho certeza que acertei com você a vez que eu resolvi dizer pra mim mesmo que eu gostava de você de verdade. Eu só acertei no momento que eu disse isso pra você, só acertei nos dias que eu pensei estar enganado sobre você e me enganei comigo mesmo. Só acertei uma vez, e foi quando eu disse que insistiria... Só sei que acertei quando tudo passou de querer você só como minha amiga, acertei quando eu resolvi lançar tudo que tinha no seu mundo infantil e divertido, e percebi que seria muito difícil ter você do meu lado por você se acreditar em uma criança...

E de fato, eu acertei em relaxar e viver você a cada dia... Esquecendo que me faria mal alguns dias...
Eu achei que tinha acertado em apenas uma coisa, mas eu acertei em muitas...
Eu me acertei em você.


Se foi em apenas uma coisa foi dizer que amo estar com você.



[Surpresa!]



– Entre mim e você; Palavras –

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que queria...

Queria o tango
a valsa
o samba
A dança
o corpo
o aperto

Queria o braço
da valsa
do tango
O braço
a perna
o abraço

Queria o rosto
na valsa
no tango
O olho
no olho
do outro

Queria o beijo
como poesia
da valsa, do tango, do samba
A boca
na minha
da minha...



[O que mais queria é hoje o que menos tenho, o mais aceitável pra mim é substituir a ausência, esperar o complemento e sonhar com meu querer. Aos passos do mundo minha vida me limita à acreditar em dias melhores em que tudo que sou faz sentido direto com a existência da alegria alheia, sem o uso das terríveis invenções de bom-humor para ganhar atenção. Eu queria mesmo é não ser assim e te deixar me moldar.]






– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Azul da Cor do Mar

É nesse som que eu vou discutir as próximas desgraças que vem acontecendo. Enquanto uns choram, uns são obrigados a mentir, eu sou obrigado a chorar...

Tanto, tanto sofri por você, e hoje vou sofrer mais... Caramba, será um caos o dia que eu não poder olhar seus olhos. Poxa, porque não tomar jeito?

Um outro pedaço que se solta, mas esse volta, ele volta! Volta, rapaz...

Que dor... E de fato, dói, e dói.

Mas seu dia vai brilhar mais que hoje e ontem, mas seus dias irão brilhar. Experiência nova, ridícula, melhore!

Não dá, ainda estou indignado e sem saber com quem ou o que... São tantas coisas...

Vai passar...



[Aqui eu não usaria como fonte da minha vida, seria apenas fonte da minha poesia, a poesia que eu sempre sonhei ter, a poesia que eu choro e se escreve, a poesia que brilha e aparece... Aqui eu quero só ter meu espaço de criar. Mas esse hoje não é poesia apenas, é uma realidade triste, secreta e dolorosa mesmo. Vai passar....]






– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dias sem Internet...

Passaram os dias em que eu não tinha isso aqui... Essa imensidão de informações. O meu desejo, o real desejo, era nunca me desligar, não me desconectar, não estar sujeito a isso, não me perder por isso, ver ainda as últimas tragédias, as próximas tendências e novas pessoas famosas por seus segundos.

Eu queria ainda acompanhar cada passo dessa droga toda, queria até não perder nada por não tê-la, mas nem adiantou... A cada dia que passava um pedaço ficava pra trás e um incêndio se intensificava. Não quero nem falar de saudade, já doeu de mais.

Trocar tudo e mudar não diz nada e não ajuda nem um pouco...

Estando de volta e querendo "tirar uma mordida gloriosa do mundo inteiro".


E pensando em mudar...
Acho que não quero mais ter isso!!! - [Dúvida] -




[Entrando em estado de dúvida tudo é uma bomba, tudo pode ser um soco, só quero não fazer com que isso aqui se torne fútil e me faça um bobo. Pode ser mais difícil do que eu imaginava, pode ser mais criativo e mais emocionante, pode acontecer tudo, mas está com cara de enjôo.]




– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Música. Amor. Efeito. Poesia.

Imagine que as palavras se encontram...  Ou, se chamam...


---- em um sonho eu era poeta ----
---- em um sonho eu era músico ----
---- em um sonho eu era amor... um dos melhores ----
---- em um sonho um efeito ----





Feito um sonho, tudo me acontece.
Queria poesia e lá estava, feita.
Queria música, eu mesmo fazia.
Pensava em amor, um dos melhores... Ali do lado.
Tudo em efeito sonho.

A música é feita, poesia.
A poesia é feita, amor.
Do amor é feito poesia, música, sonho...

O amor   efeito   poesia.
A poesia – efeito   música
A música – efeito  amor


Amor  ação – te amar.



[Ah: Sonhos só existem enquanto a gente dorme. De resto, é tudo desejo. Por todo esse efeito eu vou conquistar o meu caminho, a minha vida, o meu espaço. Com meus desejos e sonhos.]

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Por Aí Tão Perto

A gente voava sobre as matas
Encontrávamos as estrelas
Perdíamos os sentidos
E guardávamos os brilhos dos olhos

Tateava a lua e contava pra você
O que eu senti
E por todo o amor não me esqueceria
Que o universo seria pequeno perto de nós
As explosões das estrelas morrendo não brilhariam mais que nossos olhos
Quando no nosso abraço os olhos abrissem a brilhar

A brilhar as estrelas
Os olhos....
a brilhar
o olhar

O tempo a passar e nada a mudar
porque nada me faria perceber que haveria um fim.

Por milhões de anos
Até que a estrela mais próxima possa morrer e nos levar com seu brilho



[Quem te levará por esse caminho sou eu. Quem encontrará todo esse brilho, seja em estrelas, constelações, vias, ou quem sabe ruas... Eu encontrarei o caminho desse brilho e posso te levar comigo. Minha estrela, meu brilho, minha floresta, meu  mundo e minha paz. Sei que ainda está por aqui, entre tudo meu.]


– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O melhor que escrevi

Não é o que estar por vir, nem será o próximo, e nem sei por onde anda ele, talvez perto, e melhor, longe. Ainda não o sinto, e nem me sinto preparado, não me sinto forte, nem calmo, pouco explorado e quase nada imaginativo. Não será hoje, amanhã, o próximo ano ou semana... Eu não preparei nada.

Nem me preparei pra encontrar aquele desejo, aquela angústia, tristeza, amor, saudade. Como escrever quem não encontrei? E quem eu quero encontrar? – Um desejo amigo, uma conhecida angústia, e a tristeza que passa e acena, o amor nem me fale – que saudade.

Assim eu vou brincando de criar; vou criando minha brincadeira.



[E em um dia eu resolvi criar o 'Math'. Pra brincar, pra inventar, pra inspirar, pra incomodar... Pra mim.]






– Entre mim e você; Palavras –

domingo, 25 de julho de 2010

Passo o limite


E passo dele como quem ganha
Que não me permito perder
O desafio é eliminar o outro
Ser um campeão!
Competidor nato...

Luto contra minhas dores
Minhas práticas
E meus desejos
Naturalmente perco
Ainda assim venço
Crio o que pode me vencer

Aos poucos o limite fica pra trás
Lutando para me alcançar
Eu já vi que venci
E nem por isso paro de bailar
O baile da vitória
Uma deliciosa vitória


Passei do limite!
Passei
Venci o limite
Ultrapassei
Fiz tudo que se pode
Venci!

Entre a lógica e conseqüências
Eu também vi quem tinha deixado pra trás
O que interessava e o que me fazia ser gente
Me tornei tão superior
Que o limite ainda está longe de me alcançar

Por aqui ainda sigo
Mais só do que nunca


Até que venha o limite...
Até que venha.




[É tudo que ando aprendendo nesse ano perturbado pela minha imposição peculiar, um disfarce contra o medo de não me aceitarem, uma sonora vingança pelos tempos passados e pelas pessoas passadas, uma vingança contada com tantos detalhes que ainda vejo meus erros (aqueles que quis ter), e ainda consigo ver os acertos que aconteceram sem minha vontade.]




– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ainda é o mesmo

E o fim é cada vez mais próximo.
Ele aprendeu a mentir depois que já sabia fingir,
forjou sua escapatória e viveu esperançoso nos domínios de sua mente

Mas não haverá necessidade de medo.
Toda mão só e esticada treme,
estique a sua e encontre a dele.

Hoje não deve mais haver temor.
Suas mãos não precisam mais desse tremor.
Desesperou-se ao saber que não era mais um verdadeiro amor
ao sentir do abraço das mãos o último calor

Enquanto se rompia esse abraço
não quis mais saber, rasgou toda a esperança e desfez o laço
com pouco que lhe resta; a esperança é seguir
sem temor...  sem fingir...  sem tremor... sem mentir...





[E como darei novas perspectivas se nem as minhas eu tenho mais?]

(O Matheus Soave de Almeida)


– Entre mim e você; Palavras  

sexta-feira, 11 de junho de 2010

 | Uma explicação não é nada mais que te fazer entender...|



A sensibilidade anda trancada
Trancada aqui...
Tão aqui que não me solta
Trancada aqui
entre mim, entre você; entre tantas minhas palavras.




[Não é só a sensibilidade. É o confronto, a cura, o medo, a dor, quem sabe o amor, as crenças, quem sabe a poesia ou o poema (não me permito chamar poeta), uns e outros conselhos, uns poucos desabafos,  outros poucos desesperos... Sofrimento quem sabe. Aquelas histórias nem tão velhas, as lembranças, o cansaço e um EU que nem é apresentado, mas eu o conheço. Anda tudo aqui... tão aqui... VIVO.]



– Entre mim e você; Palavras  

sábado, 5 de junho de 2010

Se eu me movo por trás dos panos eu tenho o meu motivo e não ando me importando com sua obediência às regras.
Se eu tasco um pedaço maior da nuvem rosa eu vou repartir ela com você, não vou tirar você dessa tristeza sem que me traga paz.
Se eu levo uma rosa pra sua sala eu vou te entregar.
Se eu caço palavras é evidente que são suas, é óbvio que vou te entregar.
Se eu chuto as paredes da minha casa, se eu soco as árvores, se eu escondo meu medo, se eu brinco de estar bem... Se eu não sei o que escrever... se eu me confundo e se eu erro, se choro, se caio em fracasso...
Se me escondo por trás dos panos... não quero ver seu rostinho triste...
Se não te vejo: morro.
Se tudo isso é suficiente pra dizer que amo... Eu faço!

Por que ainda tem dúvida que tudo isso pra você??????????????????????????????????????????

Ah, pequena. Ah, medrosa. Ah, minha. Ah, querida... Hámor.
Não tema mais...


[Deixa esse romantismo entrar pela porta da sala, sentar no sofá, abrir e ler a revista da mesinha ao lado, deixa botar os pés na mesinha de vidro, encostar o cotovelo no braço do sofá e ligar a TV... Deixe dormir aqui hoje, não o toque de casa. Sente ao lado, toque nele, acaricie e o ponha pra dormir ao seu lado. Esta noite é fria, e não te incomoda uma companhia silenciosa e um tanto fria como a noite. Relaxe-o em seus braços e o mantenho quente para que se torne inesquecível, amor.]
Hámor.




– Entre mim e você; Palavras  

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Só por curiosidade abri o pacote das lembranças, entre as boas e ruins chorei e ri... silenciei e lembrei mais algumas.
Dessa vez só as boas...

Lembrei de um passado irresponsável, mas divertido, não havia medo e tudo era construído em meio gostosos passos brincados.
Fiz minha trajetória até hoje, lembrei das pessoas, do futebol, das mulheres... Lembrei tanto que esqueci de lembrar que tenho que viver preparado de hoje pra frente.

Memórias mais curtas me deixaram menos sorridente, mas não me tiraram alegria.





É, eu entendi porque eu não queria sair daquele lugar, minha responsabilidade curta era estar um pouco amável e um sempre perto de você, e surtava por não entender o motivo de não te levar pra casa dali mesmo. Depois eu corri muito, briguei, surrei, fui elogiado... Não adiantou. Nada era assim tão real quanto estar ao seu lado.
Eu queria estar lá e nunca mais soltar a sua mão, eu queria voltar ao tempo e ver seus olhos procurando os meus, ouvir de novo que eu deveria sair, mas novamente eu insistiria em ficar, eu tinha mais alguns minutos pra olhar pra você e ouvir sua voz... e insistir antes que a chuva caísse e me fizesse sair de lá.






[Lembranças são momentos bons ou não que guardamos e permanecem intactos para que possamos voltar ao tempo e relembrar o tanto que aquele instante se tornou inesquecível. Se pode esquecer é porque se torna viável que não se relembre, é proteção contra choques. Sendo assim, todas lembranças são boas.]




– Entre mim e você; Palavras – 

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Arte" e Morte

Interesse eu não tenho, é pra mim, é a minha arte.
Mesmo que só, retraída, demorada, (in)coerente, implícita...
Eu sou incompreensível, você incorrigível.
Minha arte não completa, não explica... Nem se vê, não se revela. Melhor se enxerga quem não pensa em ordens, prioridades, conceitos, bases.


Meu erro e meu acerto, tudo em um só lugar, guiando o mesmo e único caminho aceitável pela minha razão.


E mesmo que não se entenda, não se ocorra, não haja provas de que é "arte", provas de que não é "poesia", espero mesmo, então, que não haja.
Não seja uma "arte", seja morte, morte dos ideais afetivos, morte à vivência comunitária, a fonte de um conglomerado populacional de poluição organizada. Não quero mais meus planos, nem conviver mais uma vez em sua história, sabendo que um dia morreria por não entender quem se portou com maiores deslizes, acreditando que não há medos, porque há sim, crendo em verdades que meu espírito não soube cuidar e desfez delas. Implorar por verdades, mas chorar com a pura sinceridade. Sinceridade que em mim dói... Não, não me deixe mentir.




Não me deixe mentir.






[E gosto desse plano cortado pela imperfeição do meu conjunto individual, eu percebo a minha criação como fato de contentamento, abrigo em minha capa, alimento em minha casca, um ar seco e irrespirável corre como animais desvairados pelo medo do predador, porque há sim medo... De ser presa, de ser morto. Explodo minha arte para que seja a morte dos preceitos, conceitos, acertos e erros, para que seja apenas mais uma livre expressão de pensamento.]






– Entre mim e você; Palavras –

domingo, 9 de maio de 2010

Se eu fingir que te amo
Você promete fingir que me ama?
Se eu te amar
Prometa...



[Dessa forma eu posso encontrar de todo qualquer jeito minha escapatória, eu consigo não te machucar, eu controlo como não te deixar sem meu carinho.]




– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Chutei a porta
Cortei as plantas
Quebrei o vaso
Lancei a pedra
Pedi à Deus

Chutei a quina
Cortei o pulso
Quebrei o braço
Lancei a morte
Pedi à paz

Chorei com a ida
Sorri com os erros
Brinquei com a vida
Passei com a raiva
Pedir a quem?


[Se não faz falta não tenho esperança de ter, quando for não me dói. Não quero partir com você, mas quero que volte... Só teimo comigo, e não acerto mais uma vez. ReVOLTA.]



– Entre mim e você; Palavras –

sábado, 24 de abril de 2010

...VERSOS eu.

Sou tão simples e controverso como o que escrevo

Meço o tempo que passei pensando
E divido-o com o desejo de lhe ver
Vou unindo a incerteza com meu próximo passo
Dividindo um EU em mais um
Abraçando o teor escuro que você faz
Aplicando a cada verso uma triste paz

Invento
Intensas
Incorporações

Ventos de paz
Tensas esperanças
Corpos e ações

Vou reagindo a cada verso que me chora
Vou agindo a cada inverso que te choro

Eu sou quase dois
Eu sou diverso


– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cansei de rir. E rir, cansei de chorar.

Com choro que me cura
Em riso se embrulha

Sensibilidade quer chorar.
Sensibilidade quer entender.
Sensibilidade também chora.
Sensibilidade quer aparecer.

Cansei de rir.

Cresci tão cedo. Não aprendi
De tudo, guardo medo.
Envelheci rápido. Logo, cresci.

Cansei de rir. Não pude chorar
Eu pude rir... porque pude chorar

Cansei de rir. E de rir, cansei de chorar.



[Era belo, e belo ainda é. Se triste se foi guardo lembranças (as boas). Preso em parcialidade eu aviso que nada mudou em mim, eu aviso que o mundo eu não posso mudar, mas o meu pode... Hoje, amanhã.]
'[Pois tudo que me veste é tudo que ainda me faz mal. (Ele é um palhaço, hoje, tem um porque.)]'






– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ele jurava ser palhaço
Ele jurava ser

E quem jurava duvidar
Ele tentava entender

E quem jurava não acreditar
Ele jurava não crer

Ele jurava ser palhaço
E não tinha um porque

E quanto mais duvidar
Ele mais vai jurar

E ele vai jurar
E o palhaço vai duvidar

Ele vai entender
E pouco mudar
E tudo cair

Ele vai ser, duvidar, entender, acreditar, crer, jurar, mudar, cair
E lá no final
Eles vão te fazer sorir


[Onde nada segue tão normal, tudo me distrai e nada, absolutamente nada, me troca essa cor que pinta meu rosto. Os tons claros e os tons escuros, os pontos longos e os curtos. O meu rosto ainda tem cor pra um dia você rir. O desejo do riso é tanto que pode tirar tudo, mas não mude esse infinitivo desejo de rir.]






– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 8 de março de 2010

Conversas de astros

Ao ponto mais alto, o atingível é agora meu desprezo. /Suporte/
A velocidade em que cruzam o céu negro, agora espero. /Importo/


Quando o céu acolheu minhas súplicas já se tornaram tardias as esperanças. Em que tudo se tornou pó, eu quis me tornar céu.
Enquanto tudo me tornava distante, eu quis me prender junto a...
Minha prisão caiu, e o céu também. Junto a mim.


O negro céu, fez por brilhar e fez por entender minha súplica.


O negro céu do pobre brilho me atendeu com seu fraco pisar, me ouviu, me leu, e como poucos encurtou o papo.
Abusado como poucos me questionou, me censurou e num abraço me apertou, me empurrou.




O céu caiu, e com ele, veio a chuva.
O céu calmo, pacífico, tardio e cansado franziu a testa e chorou a chuva.
A chuva rápida, agressiva, feroz e viva caiu do ponto mais alto ao canto mais empobrecido da minha prisão. Limpando o pó do céu negro.




Subiu, então, mais pedidos... Que venham chuvas.






[E por dez, cem, mil, milhões... "turbilhões" de vezes eu quis encontrar meu passo e o compasso dessa música que hoje chamo VIVER. Ninguém encontra, sempre muda.]






– Entre mim e você; Palavras –

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sumam.

Tantos fugitivos do caos
E depois de guerras ainda permanecem intactos
Olhem!
Os fugitivos do caos

Por tão banal
Esconderam.
Venham!
Fugitivos do sal

O sal do corpo
Do sangue
Parem!
Fugitivos da dor

Tão perdidos
Do fogo, do caos, do mal
Fujam!
Espíritos iludidos. Fugitivos.


[Talvez nem tudo que se crie seja para descobertas, talvez um inferno não mate assim com tanta pressa, mas sim com dor, gritos e choro. E pelo mal que me faço (in)compreendo o por que de tanto medo na solidão e no calor.]






– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

I

E quantas vezes eu sussurrei dizendo que seria diferente
Tantas que eu nem percebi mudanças
Céus abriam, luas caíam, sóis subiam...

Grades, maldades.
Frases...
Tudo congelando como sempre quis.


[Tanto de mim se substituía por pedaços longe, tanto de mim se perdia... Que por MIM não mais parava. Ora, que é? Mas nada, mais nada respondia e nem cuidava. Logo sumiria. Assim, como música.]


Isso sumiu.
Isso – é amor.


– Entre mim e você; Palavras –

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

(Você sabe bem como as coisas são.
E como elas se localizam em você. Isso que te torna interessante. Saber como é seu próximo passo, saber como são seus atos; Não daqui pra frente, mas de agora.
E o adiante é o que vai te fazer sentido.
E mesmo que você não saiba o que acontecerá, eu sei que você saberá como se virar, e pensar como deixará sua boa impressão, sua paciência, compaixão e companhia, mesmo que “distante”.
É ruim ser distante.
Por mais inconveniente que pareça pra alguns...
Eu sei que em algo eu tenho sido bom.
E se assim não for que eu tenha o meu e o seu perdão.)



[Dias difíceis se tornam mais difíceis a cada suspiro. Em cada pulsar do coração. E não será perceptível a alegria, e não será... Mas haverá...]


– Entre mim e você; Palavras –

(MSA)

Sabe que depois de você ter sumido meus dias se modificaram, eu não tenho paciência e as pessoas ao meu redor sumiram por isso.

Era com você que eu me abria e
me fortalecia.

Parece que você me controla sem saber, e sem saber eu te deixo me controlar, e é assim que me devoro.

Usando a saudade, a falta e a incompetência de não ter te feito como queria minha imaginação.

Eu sou complicado e você é tão superior que me mantém na linha com frases destorcidas, mas que me fazem chorar no interior do meu templo.

Nesse templo que já vem se desmoronando a cada dia que você falta estão às memórias incompletas da forma que te imaginava.

Da forma poética que eu te imaginava você era um sonho interminável.
E nosso relacionamento seria impossível. Por ser um sonho real.

E meu templo virou ruínas, nas quais meu corpo rebelde vive.
E sonha o tempo todo com sua presença.



[Eu sim temo que ela suma, temo que eu desapareça, que todos os minutos sejam grossos, malvados, dolorosos, insanos... "Ela sumiu. Você não viu, passou bem perto, riu. Chorou e logo partiu."]


– Entre mim e você; Palavras –

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Por você tudo eu daria. Alegria.

Daria a vida que tenho, o último ar

Traria a imaginação, o meu último mar

Entregaria minha complicação, faria de ti meu par

Seria o seu tudo, seu lar

Vem ser minha...

Me tire da cama, antes que eu esqueça de acordar

Vem ser minha...

Me cubra com seu carinho, jogue meu medo pra lá

Vem ser minha... me amar

Alegria... eu daria

A ti, a mim... eu traria

O meu mar... eu daria

Meu ar... o último, não seria, se perto de ti

Meu par:

traga consigo meu lar.




[Eu acreditei tanto que conseguiria ela aqui perto de mim, Math.]


– Entre mim e você; Palavras –

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Adormecer

Livre

Sinto

Falta

Ainda

Saudade

Ter

Luz

Cuidar

Meu

Mistério

Não

Conheço

Mais


(Matheus Soave de Almeida)



[Por gostar]

- Entre mim e você; Palavras -

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Continuidade.

[Não começa cedo
Não valoriza o erro
Não larga medo...]


Queria te ver saindo disso tudo e correndo pro |longe distante de nós|, subir as montanhas cantando sozinha e rindo do azar, pulando pequenas pedras e gritando com os pássaros, pisando em poças e contando as flores, os crisântemos, os lírios, as tulipas, as rosas e girassóis... Abrir os braços e girar ao céu aberto e azul.

Eu queria...

Hoje quero correr com você pro |longe próximo de nós|.



(Se diferente foi é pela sensação que eu quero ter.)



– Entre mim e você; Palavras. –

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pra início: Quem sou?

Me apegar em quem sou nunca será minha força, nem meu jeito. Hoje não sou o que ontem fui, não me existe "o Matheus é".

"Um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio" – como diria Heráclito. O homem não será o mesmo, assim como o rio, os dois andam em contínua mudança.
Se não agarrasse com bravura essa frase eu não a acertaria na aula de Sociologia. Ou não entenderia a maior normalidade que tenho, mudança, tão rápida e (in)coerente.

Mas como todo ser humano existem características que duram. As minhas: ser um bobo, besta e falante com quase todos, centrado, racional, moderado, pensativo, calmo, risonho, bobo (de novo), "amador" (porque quem ama sabe como se inicia)...

Esse é meu início, essa é minha viva autoridade.


Daqui uns dias eu mostro meus amores.
Não quero fazer disso um diário.



– Entre mim e você; Palavras. –