domingo, 25 de julho de 2010

Passo o limite


E passo dele como quem ganha
Que não me permito perder
O desafio é eliminar o outro
Ser um campeão!
Competidor nato...

Luto contra minhas dores
Minhas práticas
E meus desejos
Naturalmente perco
Ainda assim venço
Crio o que pode me vencer

Aos poucos o limite fica pra trás
Lutando para me alcançar
Eu já vi que venci
E nem por isso paro de bailar
O baile da vitória
Uma deliciosa vitória


Passei do limite!
Passei
Venci o limite
Ultrapassei
Fiz tudo que se pode
Venci!

Entre a lógica e conseqüências
Eu também vi quem tinha deixado pra trás
O que interessava e o que me fazia ser gente
Me tornei tão superior
Que o limite ainda está longe de me alcançar

Por aqui ainda sigo
Mais só do que nunca


Até que venha o limite...
Até que venha.




[É tudo que ando aprendendo nesse ano perturbado pela minha imposição peculiar, um disfarce contra o medo de não me aceitarem, uma sonora vingança pelos tempos passados e pelas pessoas passadas, uma vingança contada com tantos detalhes que ainda vejo meus erros (aqueles que quis ter), e ainda consigo ver os acertos que aconteceram sem minha vontade.]




– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ainda é o mesmo

E o fim é cada vez mais próximo.
Ele aprendeu a mentir depois que já sabia fingir,
forjou sua escapatória e viveu esperançoso nos domínios de sua mente

Mas não haverá necessidade de medo.
Toda mão só e esticada treme,
estique a sua e encontre a dele.

Hoje não deve mais haver temor.
Suas mãos não precisam mais desse tremor.
Desesperou-se ao saber que não era mais um verdadeiro amor
ao sentir do abraço das mãos o último calor

Enquanto se rompia esse abraço
não quis mais saber, rasgou toda a esperança e desfez o laço
com pouco que lhe resta; a esperança é seguir
sem temor...  sem fingir...  sem tremor... sem mentir...





[E como darei novas perspectivas se nem as minhas eu tenho mais?]

(O Matheus Soave de Almeida)


– Entre mim e você; Palavras