sábado, 24 de abril de 2010

...VERSOS eu.

Sou tão simples e controverso como o que escrevo

Meço o tempo que passei pensando
E divido-o com o desejo de lhe ver
Vou unindo a incerteza com meu próximo passo
Dividindo um EU em mais um
Abraçando o teor escuro que você faz
Aplicando a cada verso uma triste paz

Invento
Intensas
Incorporações

Ventos de paz
Tensas esperanças
Corpos e ações

Vou reagindo a cada verso que me chora
Vou agindo a cada inverso que te choro

Eu sou quase dois
Eu sou diverso


– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cansei de rir. E rir, cansei de chorar.

Com choro que me cura
Em riso se embrulha

Sensibilidade quer chorar.
Sensibilidade quer entender.
Sensibilidade também chora.
Sensibilidade quer aparecer.

Cansei de rir.

Cresci tão cedo. Não aprendi
De tudo, guardo medo.
Envelheci rápido. Logo, cresci.

Cansei de rir. Não pude chorar
Eu pude rir... porque pude chorar

Cansei de rir. E de rir, cansei de chorar.



[Era belo, e belo ainda é. Se triste se foi guardo lembranças (as boas). Preso em parcialidade eu aviso que nada mudou em mim, eu aviso que o mundo eu não posso mudar, mas o meu pode... Hoje, amanhã.]
'[Pois tudo que me veste é tudo que ainda me faz mal. (Ele é um palhaço, hoje, tem um porque.)]'






– Entre mim e você; Palavras –