terça-feira, 11 de maio de 2010

"Arte" e Morte

Interesse eu não tenho, é pra mim, é a minha arte.
Mesmo que só, retraída, demorada, (in)coerente, implícita...
Eu sou incompreensível, você incorrigível.
Minha arte não completa, não explica... Nem se vê, não se revela. Melhor se enxerga quem não pensa em ordens, prioridades, conceitos, bases.


Meu erro e meu acerto, tudo em um só lugar, guiando o mesmo e único caminho aceitável pela minha razão.


E mesmo que não se entenda, não se ocorra, não haja provas de que é "arte", provas de que não é "poesia", espero mesmo, então, que não haja.
Não seja uma "arte", seja morte, morte dos ideais afetivos, morte à vivência comunitária, a fonte de um conglomerado populacional de poluição organizada. Não quero mais meus planos, nem conviver mais uma vez em sua história, sabendo que um dia morreria por não entender quem se portou com maiores deslizes, acreditando que não há medos, porque há sim, crendo em verdades que meu espírito não soube cuidar e desfez delas. Implorar por verdades, mas chorar com a pura sinceridade. Sinceridade que em mim dói... Não, não me deixe mentir.




Não me deixe mentir.






[E gosto desse plano cortado pela imperfeição do meu conjunto individual, eu percebo a minha criação como fato de contentamento, abrigo em minha capa, alimento em minha casca, um ar seco e irrespirável corre como animais desvairados pelo medo do predador, porque há sim medo... De ser presa, de ser morto. Explodo minha arte para que seja a morte dos preceitos, conceitos, acertos e erros, para que seja apenas mais uma livre expressão de pensamento.]






– Entre mim e você; Palavras –

domingo, 9 de maio de 2010

Se eu fingir que te amo
Você promete fingir que me ama?
Se eu te amar
Prometa...



[Dessa forma eu posso encontrar de todo qualquer jeito minha escapatória, eu consigo não te machucar, eu controlo como não te deixar sem meu carinho.]




– Entre mim e você; Palavras –

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Chutei a porta
Cortei as plantas
Quebrei o vaso
Lancei a pedra
Pedi à Deus

Chutei a quina
Cortei o pulso
Quebrei o braço
Lancei a morte
Pedi à paz

Chorei com a ida
Sorri com os erros
Brinquei com a vida
Passei com a raiva
Pedir a quem?


[Se não faz falta não tenho esperança de ter, quando for não me dói. Não quero partir com você, mas quero que volte... Só teimo comigo, e não acerto mais uma vez. ReVOLTA.]



– Entre mim e você; Palavras –