quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Podem arrancar minha fala... eu só paro sem mãos

O mais difícil é ver esse monte de frases pulando na minha frente sem que sejam escritas... Eu não posso ajudá-las a terem vida porque eu me sinto incapaz
Não me sinto alguém para tal empreitada, não sei o que sou  para dar vida a algo tão belo, inofensivo, infantil e meigo.
Não sinto a inspiração cuspir tudo na minha cara para que eu engula e a torne algo vivo... Não sei o que sou para dar  vida a algo tão forte, violento, crescido e revolto.
Eu sinto esse mar de incapacidade todos dias desses últimos dias
Eu vejo todo esse clarão entupir minha fala e calar minha mão.


Aquele que escreve, fala pelas mãos.



[Talvez o fato de eu não me sentir bem para escrever é que eu preciso dar espaço à boca, eu preciso falar, preciso gritar, sorrir, beijar. Esse é o  fator da dificuldade que tenho para escrever... eu não tenho como falar. Eu não sei mais o que falar, falar o que sinto, falar o que quero ou falar o que penso? Eu não sei me responder... Mas se daqui algumas horas eu encontrar minha resposta eu te falo.]



– Entre mim e você; Palavras –

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